quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Vídeo Aula 15 - Sexualidade na escola

Sexualidade
  • Existe desde o nascimento do ser humano;
  • Diferentes zonas corporais proporcionam gratificações de prazer em diferentes etapas:
    • Primeiros anos de vida: fase oral
    • 18 meses aos 4 anos: fase anal
    • 6 anos até a puberdade: fase da latência
    • A partir da adolescência: fase genital

Adolescência X Puberdade

Adolescência: entre a infância e a fase adulta, processo amplo de
desenvolvimento, biológico, psicológico e social do individuo.

Puberdade: fenômeno biológico corporal, decorrente de ações hormonais do eixo neuro hipotalâmico, é universal e tem limites bem estabelecidos.


Na adolescência, o indivíduo sofre 3 lutos:

1º- Luto pela perda do corpo infantil;
2º- Luto pela perda dos pais da infância;
3º- Luto pela perda da identidade e do papel sócio-familiar-infantil.


Práticas sexuais na adolescência:
  • Masturbação - ocorre de forma diferente entre os gêneros. Nas meninas a incidência é menor e inicia-se normalmente após os 15 anos, já nos meninos tem uma incidência 3 vezes maior do que a delas, ela ocorre bem no início da puberdade. É uma experiência individual de descoberta do corpo. 
  • Ficar e Namorar - O ficar é uma interação afetiva, superficial e descompromissada, ou seja, não há necessidade de vínculo e continuidade como no namoro. Pode chegar ao ato sexual, depende dos limites que os casais estabelecem. Já o namoro é identificado como fidelidade, relacionamento com compromisso.
  • Iniciação sexual - É um rito de passagem entre a infância, adolescência e juventude. A idade média para o sexo masculino: 13,9 anos e sexo feminino 15,1 anos
  • Homossexualismo - Incerteza de identidade presente no início da adolescência:
    •  o jovem  busca um suporte de identificação com o amigo do mesmo sexo.
    • medo e angústia de se confrontar com o sexo oposto 
    • Relações homossexuais: meninos 3 a 6% | meninas 1 a 2% | bissexuais 1%






SEXUALIDADE: Qual o papel da escola?

Letícia Érica Gonçalves Ribeiro

Educadora da Rede Municipal de Educação de Goiânia, 
doutoranda em Literatura pela Universidade da Sorbonne-Paris


A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza a sexualidade como um aspecto do ser humano que não se pode separar dos outros aspectos da vida. Ela influencia nossos pensamentos, sentimentos e ações, bem como a saúde física e mental e, portanto, deve ser considerada um direito básico do ser humano. Sendo assim, a sexualidade é indissociável da educação, da saúde e da cidadania.

A escola tem como responsabilidade prezar pela saúde de seus alunos e, sobretudo, formar cidadãos conscientes, críticos e responsáveis, tanto em uma dimensão individual quanto social. A educação sexual, no meio escolar, é um componente primordial para a construção desse cidadão, bem como na prevenção de agravos à saúde e à integridade física e mental dos estudantes, desconstruindo mitos, tabus e preconceitos.

Uma abordagem abrangente
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), visando uma educação voltada para a construção da cidadania, propõem, em forma de temas transversais, a inclusão da orientação sexual no currículo escolar. Neles, a sexualidade é considerada como algo inerente à vida e à saúde e deve ser entendida como um processo de intervenção pedagógica, que tem como objetivo transmitir informações e problematizar questões a ela relacionadas, incluindo posturas, crenças, tabus e valores.

A proposta de orientação sexual dos PCN caracteriza-se por trabalhar o esclarecimento e a problematização, a fim de favorecer a reflexão e a ressignificação das informações, emoções e valores recebidos e vividos no decorrer da história de cada um. Ela ressalta, ainda, a importância de se abordar a sexualidade não somente do ponto de vista biológico mas, principalmente, em relação aos seus aspectos sociais, culturais, políticos, econômicos e psíquicos. Segundo os PCN, a orientação sexual deve fazer parte do Plano Político Pedagógico da escola, sendo desenvolvida de forma continuada por todas as disciplinas, não apenas com ações pontuais e/ou isoladas. Ela deve contribuir para a construção de seres livres, capazes de desenvolver e exercer sua sexualidade com prazer e responsabilidade, bem como para garantir o acesso à saúde, ao conhecimento e à informação, direitos fundamentais de todo cidadão.

Contudo, pesquisas revelam que outra é a realidade encontrada em grande parte das instituições de ensino no Brasil. Apesar da visível e urgente necessidade de abordar o tema da sexualidade, deparamo- nos com instituições e/ou profissionais de educação que não se comprometem, não se importam e/ou não se sentem capazes ou à vontade para tratá-lo de forma adequada e aberta com seus alunos.

A sexualidade, como um aspecto inerente ao ser humano, acompanha o indivíduo em cada fase da vida e se manifesta sob formas multifacetadas, portanto não é possível ignorar as diversas maneiras de expressá-la por parte de crianças e adolescentes no âmbito escolar. É através de comportamentos, que muitas vezes ignoramos, reprovamos, criticamos ou repreendemos, que o estudante expresse seus anseios, suas angústias, seus medos, suas necessidades e suas dúvidas sobre a sexualidade.

Por uma educação libertadora
O educador, atento às manifestações anteriormente citadas, pode, ainda, ajudar a criança e o adolescente a se prevenirem ou se libertarem de uma situação de violência ou de abuso sexual. Pois certas atitudes do estudante são como um grito de socorro, que grande parte dos educadores não consegue ouvir, devido aos preconceitos e à ignorância diante de determinados comportamentos relacionados à sexualidade.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) trata o abuso sexual como uma violação dos Direitos Humanos e, segundo ele, a prevenção contra esse tipo de abuso deve acontecer por meio de um trabalho educativo global, enfocando a educação para a saúde sexual. Assim sendo, o educador compromissado com o processo educativo, precisa saber observar, diagnosticar e ajudar aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade. O ECA, no Artigo 245, afirma que é obrigação do professor e da instituição de ensino comunicar à autoridade competente os casos de que tenham conhecimento, envolvendo suspeitas ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente. O não cumprimento implica pena de multa de três a 20 salários mínimos, ou o dobro, em caso de reincidência.

A escola deve estar preparada para apreender e compreender todas as manifestações do educando, a fim de orientá-lo em suas buscas, ajudá-lo a sanar dúvidas e superar medos, incitá-lo a refletir, questionar e descobrir o melhor caminho a ser trilhado. Pois a sexualidade na escola visa principalmente levar aos alunos, a partir dos seus conceitos e vivências, as informações e conhecimentos que permitirão compreender as diferentes dimensões da sexualidade, suscitando a reflexão e o desenvolvimento de atitudes de responsabilidade individual, familiar e social.

Para isso, é necessário que a sexualidade na escola seja trabalhada de forma transversal, integral e imparcial, considerando a necessidade e a realidade de cada indivíduo. É fundamental que todos os envolvidos no processo educativo considerem a importância do tema e aprendam a lidar com ele, despindo- se de preconceitos, tabus e resistências, pois acreditamos que este é um dos caminhos para uma educação libertadora e transformadora.

Artigo disponível em:
http://www.cnte.org.br/index.php/component/content/2945?task=view

Vídeo Aula 12 - Retardo Mental e Autismo

Retardo Mental
  • Pessoas com habilidades intelectuais abaixo da média;
  • O início se dá antes dos 18 anos;
  • Consequências: problemas no funcionamento diário, na comunicação, na interação social, nas habilidades motoras, nos cuidados pessoais e na vida acadêmica.

Tipos de Retardo Mental

Leve
  • Há um atraso na linguagem, porém consegue se comunicar;
  • Indivíduo possui independência nos seus cuidados pessoais;
  • Consegue estudar até certo ponto;
  • Pode ter uma vida independente: trabalhar, estudar, casar-se e administrar uma casa


Moderado:
  • Apresenta dificuldades na compreensão e utilização da linguagem;
  • Cuidados pessoais e habilidades motoras limitadas;
  • Necessitam de auxílio para as atividades ao longo de toda a vida;
  • A vida acadêmica é limitada, porém tem o benefício de participar de turmas especiais que visam o desenvolvimento de habilidades básica e sociais;


Grave:
  • Grandes prejuízos intelectuais, funcionais, sociais e motores;
  • Déficits visuais e auditivos;
  • Lesões orgânicas ou desenvolvimento cerebral inadequado;
  • Necessitam de cuidados e atenção especial por toda vida.

PAPEL DA ESCOLA MEDIANTE CASOS DE RETARDO MENTAL:

Como não há cura, é preciso desenvolver um trabalho educacional especial, a fim de promover o máximo de estímulo, com respeito às limitações e o objetivo principal de melhorar as relações sociais e buscar qualidade de vida a todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem.
Ressalta-se a importância da inclusão desses alunos, visto que os maiores benefícios da educação inclusiva são para as crianças que não possuem necessidades especiais, as quais passam  a ser seres humanos melhores quando convivem de forma democrática, livres de preconceito e conscientes de que é normal ser diferente.





Autismo

  • Transtorno invasivo do desenvolvimento, que acarreta em prejuízo na interação social, atraso nas aquisições de linguagem e comportamentos estereotipados e repetitivos;
  • Ocorrem de 2 a 5 casos a cada 100.000 crianças;
  • Mais comum em meninos;


    http://dannypedagoga.blogspot.com.br/



É identificado aproximadamente aos 2 anos e meio de idade, fase em que uma criança interage normalmente e nos autistas é evidenciada a falta de desenvolvimento da fala e a resistência aos cuidados paternos, além da não interação.

  • Os bebês evitam contato visual, não demonstram interesse na voz humana, são indiferentes ao afeto;
  • As crianças não seguem os pais pela casa, não têm interesse em brincar com outras crianças;
  • Demonstram interesse por brincadeiras estereotipadas, movimento da roda do carrinho, cheira e lamber objetos, bater palmas levar o corpo para frente e para trás;
  • Demonstram fascinação por luzes, sons e movimentos;
  • Incomodam-se com mudanças em sua rotina diária, respondendo a tais 
  • mudanças com agressão;
  • Possuem inteligência e linguagem comprometida;
  • 45% das crianças com autismo conseguem desenvolver boa comunicação verbal;


Ações:
  • Tratamento individualizado
  • Intervenções conjuntas por meio de educação especial, aconselhamento dos pais, terapia comportamental, treino de habilidades sociais, medicações.





sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Vídeo Aula 11 - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

A vídeo aula 11 nos apresenta informações referentes ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), conforme dados a seguir:

 TDAH
  • Transtorno comportamental e neurobiológico, de causas genéticas e ambientais, que aparece na infância e pode acompanhar a pessoa por toda a vida;
  • Acomete de 5 a 13% das crianças em idade escolar;
  • Pode persistir na vida adulta em metade dos casos;
  • É mais comum em meninos;
  • Nas meninas, evidencia-se cerca de 10 a 25%  dos casos de TDAH.



Sintomas
  • Desatenção;
  • Hiperatividade;
  • Impulsividade;
  • Alterações nas habilidades linguísticas;
  • Nos desenhos, há dificuldades nas noções de espaço;
  • Dificuldade em reconhecer símbolos gráficos;
  • Dificuldades em manter-se sentado e atento;
  • Pouca coordenação motora.

Prejuízos
  • Baixo rendimento escolar, não consegue acompanhar a turma;
  • Relacionamento interpessoal;
  • Dificuldade sociais: adultos inseguros com poucas habilidades sociais;
  • Perda de autoestima;
  • Tristeza e falta de motivação, predisposição a episódios depressivos graves;
  • Abuso de álcool e drogas.


Possíveis medidas a se adotar na escola, quando há constatação de casos de TDAH:                  
  • Não rotular;Envolver a família;
  • Educar família, crianças e professores para lidar 
  • e compreender os sintomas;
  • Trabalhar a melhora da autoestima da criança;
  • Planejamentos e cronogramas específicos;
  • Ajudar a criança a se organizar com calendário diário de atividades;
  • Reconhecer e elogiar seus  avanços, ainda que pouco notáveis.



Abaixo, leia o depoimento de L.A.B. 51 anos, economista com mestrado na UNICAMP:

Cara Dra. Cleide,
Quero agradecer pelo diagnóstico certeiro.
Apesar da minha capacidade intelectual exorbitante, até agora concretizei muito pouco do que pretendia fazer, tenho poucas realizações.
Percebo agora que vivi uma luta interna para tentar fazer as coisas, com tanta angustia, culpa, sofrimento, cobrança interna, promovendo sempre uma destruição de minha auto-estima. Resumindo sempre me achei um merda, um fracassado, um incapaz!
Alguns sentimentos/pensamentos que venho tendo:
- Ah, quer dizer que é assim que vocês funcionam, que vocês estão no mundo, é assim que a vida se lhes apresenta!!!! Ora, ora, ora, assim eu também posso, assim é bem mais tranqüilo, bem mais fácil...
- Vocês todos, família, amigos, namoradas, você todos que me denegriram todas essas décadas, que me desprezaram, que me detonaram; puxa vida, afinal vocês estavam certos!!! Vocês tinham razão, eu sempre fui mesmo esse destrambelhado, não palpável, não confiável, escorregadio, fugidio, flutuante que vocês apontaram de um jeito ou do outro. Vocês todos tinham razão, não os culpo mais, não tenho mais raiva de vocês pelo tratamento que tive, você tinham razão...
Eu também não agüentaria alguém assim muito tempo...é um saco mesmo!!!
E, para os que amaram alguma coisa, muito obrigado. Não deve ter sido fácil.
- E eu comigo mesmo, também estou me apaziguando, afinal eu fui isso...eu só pude ser isso que fui, foi uma luta mesmo, uma batalha diária para fazer o básico, foi duro ter constatado que tantas milhares de vezes eu não consegui e, lembro, contudo,  ter festejado as centenas em que logrei alguns sucesso ao longo dos últimos 40 anos.
- Pena não ter ocorrido antes esse diagnóstico e tratamento, e eu ter podido viver outra vida, mas, para não me acabrunhar, penso em retirar alguma coisa proveitosa dessa vida que tive; gostaria de dar um destino produtivo a todo esse passado vivido nesses termos. Escrever um livro, um roteiro de filme, alguma coisa para deixar essa experiência registrada, e lucrar com isso.
São tantas as resignificações a cada dia....
Mas o fato é que minha vida mudou radicalmente!
Obrigado, um abraço!


Confira mais depoimentos em: http://www.universotdah.com.br/

Transtorno de Déficit de AtençãoA Mente Desfocada em Crianças e AdultosThomas E. Brown
http://www.grupoa.com.br/site/humanas/3/106/114/1151/1152/0
/transtorno-de-deficit-de-atencao.aspx
Muitos são os mitos em torno do Transtorno de Déficit de Atenção/Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDA/TDAH). Este transtorno costuma não ser reconhecido, e quando diagnosticado pode ser inadequadamente tratado.
Neste livro, escrito com clareza, um especialista oferece um novo modo de compreender o TDA. Utilizando recentes descobertas da neurociência e uma rica diversidade de histórias de caso de crianças, jovens e adultos, o Dr. Brown descreve o que é TDA, como ele pode ser reconhecido nas diversas idades e a melhor forma de tratá-lo.


"Texto repleto de relatos clínicos que ajudam a elucidar o TDA/TDAH. Ele demonstra por que o TDA/TDAH é um transtorno do desenvolvimento cognitivo muito mais profundo do que se acredita." Russell A. Barkley (SUNY Upstate Medical School)



Vídeo Aula 8 - Distúrbios alimentares (anorexia e bulimia, obesidade)



Distúrbios alimentares:  interação de fatores psicológicos, biológicos, familiares e socioculturais que resultam em alterações significativas do comportamento alimentar.


TRANSTORNOS ALIMENTARES (TA):
  • Anorexia nervosa (AN);
  • Bulimia nervosa (BN);
  • Transtornos alimentares não específicos (TANE);
  • Anorexia nervosa atípica;
  • Bulimia nervosa atípica;
  • Transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP);

Características da Anorexia e Bulimia Nervosa:
  • Preocupação excessiva com o peso e a forma corporal;
  • A auto-avaliação é baseada na aparência física;
  • Realização de dietas muito restritivas;
  • Descontrole alimentar;
  • Utilização de métodos inapropriados para conquistar o corpo idealizado;

http://www.dicasdesaude.info/doencas/bulimia-sintomas-e-tratamento




Nos casos de Anorexia Nervosa, comuns na adolescência, há o estado de medo mórbido de engordar, mesmo que a pessoa esteja abaixo do peso, uma vez que ocorre distorção grosseira da percepção da auto-imagem corporal, o que leva a uma busca desenfreada pela magreza.



http://disturbiosalimentare.no.comunidades.net/
index.php?pagina=1123299270

Bulimia significa "fome de boi", ou seja, a pessoa come como um boi, devido à compulsão alimentar. 
Assim, ocorrem episódios frequentes de ingestão de alimentos em excesso, pelo fato de haver um desejo irresistível pela comida.
Em seguida, o medo de engordar e sentimento de culpa levam a métodos compensatórios, como vômito, uso de laxantes e diuréticos.





COMO A BULIMIA AFETA O CORPO

http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=797&sid=8



OBESIDADE

         A obesidade é um distúrbio do metabolismo energético que ocorre devido ao armazenamento excessivo de energia no tecido adiposo, sob a forma de triglicérides. Trata-se de uma doença complexa, a qual pode ser causada por fatores genéticos, comportamentais e ambientais.

http://www.sacadafashion.com.br/obesidade-
mau-do-mundo-moderno/



Tratamento
    http://jornalodemocratico.blogspot.com.br/2012/10/
    curiosidade-da-semana-obesidade-pode.html
  • Muitas vezes os hábitos de um obeso seguem padrões paternos, se estes não forem modificados ou manejados em conjunto, o tratamento pode não ter sucesso.
  • Orientação alimentar;
  • Mudanças de hábito;
  • Otimização de atividades físicas;




http://clinicaparis.com.br/cpa/?page_id=32



Vídeo Aula 7 - Crescimento e desenvolvimento ponderal e hábitos alimentares


Esta aula foi de extrema importância para que educadores tenham informações básicas sobre o crescimento infantil e possam verificar se seus alunos estão se desenvolvendo de acordo com a curva adequada.

O crescimento infantil possui 3 fases,  as quais consistem no resultado da maturação óssea e variam de criança para criança. São elas:

Primeira Infância: entre 1 e 3 anos
O crescimento da primeira infância é o maior pós-natal e a nutrição adequada é o fator que mais contribui com este crescimento.

Segunda Infância: entre 4 e 8 anos
Momento de crescimento mais estável, no qual os fatores hormonais são os mais importantes.

Puberdade: entre 9 e 17 anos
É um período de grandes transformações (físicas, emocionais, sociais). Nessa fase, o crescimento é acelerado e o desenvolvimento se manifesta com características diferentes entre os dois sexos.

Estado Puberal das MENINAS - Inicia-se entre 8 e 13 anos e o primeiro sinal é o aparecimento do botão mamário; em seguida ocorre o surgimento dos pelos pubianos e por fim, a menstruação, que é a MENARCA.

Estado Puberal dos MENINOS - Inicia-se entre os 9 e 14 anos e o primeiro sinal é o aumento dos testículos, seguido do crescimento  peniano e dos pelos pubianos.

Como acompanhar o crescimento?
  • Gráficos de crescimento
  • Avaliação  constante da estatura e peso
  • Avaliação do IMC (Índice de Massa Corporal)
  • Verificação da idade inicial de fatores sexuais secundários

Fatores que influenciam o crescimento de uma criança:
  • Atividades físicas
  • Genética
  • Sono
  • Doenças crônicas
  • Nutrição
  • Higiene e questões psicológicas

Leia mais em:


O Gráfico de IMC - Índice de Massa Corpórea da criança também foi abordado na aula, sendo que este  varia de acordo com a idade e sexo, diferentemente do de adultos,  que é igual para ambos os sexos.

Desde o nascimento até 4 ou 6 anos, o IMC das crianças é estável, com tendência de aumentar posteriormente a esse período. Assim, quando uma criança tem o IMC aumentado antes dos 4 anos, considera-se que há grande risco desta desenvolver obesidade na vida adulta.

Formula para calcular o IMC => IMC = PESO / (ALTURA * ALTURA)


Cálculo online do IMC: http://www.calculoimc.com.br/


O IMC é importante para constatar riscos de obesidade ou sobrepeso na vida adulta, além das doenças cardiovasculares, pressão alta, aumento da insulina, entre outros distúrbios.

Assim, percebe-se que, inevitavelmente, a escola tem papel de destaque inclusive na saúde e desenvolvimento dos alunos, e cabe à comunidade escolar observar atentamente o crescimento e IMC das crianças, além de levar tais assuntos para as aulas. 

Tais temáticas são uma ótima oportunidade para desenvolvimento de atividades transversais interdisciplinares.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Vídeo Aula 4 - Saúde do Professor


Principais aspectos que afetam a saúde do professor no Brasil:
  • Excesso de trabalho
  • Indisciplina em sala de aula
  • Salário baixo
  • Pressão da direção
  • Violência
  • Demandas de pais
  • Bombardeio de informações
  • Desgaste físico
  • Problemas posturais
  • Falta de reconhecimento


            A professora Paula Fernandes apresenta alguns fatores a serem analisados, uma vez que são as principais queixas dos educadores, e há diversas formas de prevenir tais males:

1- Problemas na Voz;
2- Problemas Posturais;
3- Estresse.



                                                                                                               Principais causas que afetam a saúde vocal do professor:
  • Diversos turnos de trabalho
  • Ruído da sala de aula
  • Inadequação da qualidade acústica da sala
  • Relação tensa entre professor e aluno
  • Necessidade de aprender a usar a voz na sala de aula
  • O fato de só procurar um profissional quando tem um problema vocal instaurado




Prevenção:
  • Hidratação
  • Articular, falar com movimentos mais amplos – falar direcionado para o aluno (direcionamento da voz)
  • Variação da fala (articular o tom da voz)
  • Trabalhar, equilibrar a respiração
  • Estar sempre atento a serviços e programas que orientam a saúde vocal do professor e fazer antes de ter problemas
  • Não fazer só um trabalho terapêutico e sim preventivo
  • Lembrar sempre que a voz é o principal instrumento de trabalho
  • Aprender como usar a voz na sala de aula, o profissional de fonoaudiologia auxilia nisso.

          
Assim, de acordo com as informações apresentadas, percebemos que  a saúde vocal do professor é algo que demanda muita atenção, pois são inúmeros os fatores que podem comprometê-la. Nesse sentido, a escola pode contribuir por meio do desenvolvimento de um trabalho informativo, o qual motive ações preventivas.



          Em relação à saúde postural do professor, o fisioterapeuta Luiz Boaventura, apresentou os seguintes dados:

                                                                      
                                                                          Principais causas das dores nas costas:                                                                           
  • Posturas Viciosas;
  • Sedentarismo;
  • Hérnias de Discos;
  • Sobrepeso;
  • DORTE- Distúrbio Ósteomuscular Relacionado ao Trabalho (antiga LER- Lesão por Esforço Repetitivo)




Ações para minimizar esses danos:
  • Alongamento: antes de entrar na sala de aula;
  • Utilizar o quadro/ lousa na altura nos nossos olhos;
  • Melhorar a postura com ombros relaxados.


Por fim, a aula abordou a questão do ESTRESSE do professor.



Estresse

Reação do organismo com componentes físicos e psicológicos, pode ser causado por medo, confusão ou felicidade.




Causas do estresse do professor:
  • Sobrecarga quantitativa
  • Falta de tempo para atender às múltiplas responsabilidades
  • Falta de recursos e más condições de trabalho
  • Sistema de ensino deficitário




Como prevenir (melhorar):
  • Manter a calma
  • Tentar sempre encontrar algo positivo na situação (troca com outros colegas)
  • Focalizar sempre no que pode ser feito
  • Ter flexibilidade, aceitar as mudanças
  • Exercícios físicos regulares
  • Bom sono, boa alimentação
  • Criar um ambiente de trabalho agradável
  • Não desanimar nunca
  • Ações que contribuam pro bem estar e desempenho profissional
  • Apoio da direção (diálogo)
  • Formação
  • Horários para estudo e lazer


Dessa forma, a aula foi um grande alerta de quão importante é a prevenção, diante de tantos aspectos que podem interferir e até prejudicar a saúde de um professor, o qual muitas vezes não tem o devido cuidado com sua saúde física, mental e qualidade de vida.


                                      SAÚDE DO PROFESSOR